Powered By Blogger

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa 2014 - Jogos que vi

Holanda 5 x 1 Espanha

Na grande surpresa da Copa, até o momento, a Holanda fez uma manita na favorita Espanha, para alegria dos holandeses e brasileiros que encheram a Arena Fonte Nova. Refém de um modelo que parece esgotado (tike-taka), a Espanha saiu na frente com um pênalti cavado pelo odiado Diego Costa.

O jogo seguia sob domínio espanhol, com a Holanda reduzida à bolas longas. Numa delas, Van Persie apareceu livre entre os zagueiros e, de peixinho, marcou o gol de empate.

Veio o segundo tempo e a seleção holandesa partiu com tudo, marcando mais quatro gols e perdendo outros mais, com absoluta naturalidade. A partir do terceiro gol a seleção espanhola entregou os pontos e os cinco gols acabaram sendo pouco diante da facilidade encontrada pelos atacantes holandeses, em especial Robben. O habilidoso meia holandês foi o destaque do jogo e da Copa nesses primeiros jogos.

Cabe a Espanha juntar os cacos e tentar a segunda vaga do grupo. Surge no horizonte um possível duelo de "morte" contra a seleção brasileira nas oitavas-de-final.


Copa 2014 - Jogos que vi

México 1 x 0 Camarões


É especial acompanhar um jogo de Copa acontecendo na sua cidade. Vivemos um mix de emoções diferentes provocadas por qualquer detalhe que envolva o jogo. É a minha primeira Copa torcendo pelos estádios, torcendo para que tudo dê certo.

Apesar da vergonha inicial com os problemas de alvará na Arena, devidamente repercutidos mundo afora, a minha maior preocupação era a chuva e os seus efeitos diretos no jogo (gramado). Se São Pedro não teve dó, os Deuses dos gramados também marcaram presença e o campo de jogo superou esse dilúvio que ainda nos assola.

Num gramado tão impecável, o jogo seguiu agradável e o México se mostrou superior diante de uma seleção de Camarões que vivia de individualidades. Superando até dois erros gravíssimos de arbitragem (dois gols mal anulados), a seleção mexicana fez por merecer a vitória de 1 x 0, gol marcado pelo atacante Peralta, carrasco brasileiro das Olimpíadas.

Terça a seleção brasileira é o próximo adversário mexicano. Camarões jogará suas últimas fichas contra a Croácia.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Copa 2014 - Jogos que vi

Brasil 3 x 1 Croácia

Poderia mudar o título, sair do padrão. O mais correto seria Brasil + Juiz x Croácia. Mas antes dos erros da arbitragem prefiro falar de outros pontos que me chamaram a atenção.

Começo pelo fato da Copa ser no nosso país, isso gera dois tipos de torcida em mim. Além da torcida pela seleção, o que é natural, agora surge a torcida para que as coisas saiam bem, que os estádios funcionem e que a organização seja correta. Diante disso, o que mais me preocupou no primeiro tempo não foi o gol contra do Marcelo, foi as quedas de parte da iluminação da Arena Corinthians. Torci como nunca para que a iluminação fosse restabelecida.

Antes mesmo da bola rolar senti vergonha pela entrada com a mãozinha no ombro (patético) e orgulho da forma como os atletas sentem o hino nacional.

O jogo foi mais ou menos como imaginava. Havia espaços e qualidade dos dois lados, nossos laterais não marcam ninguém e nosso centroavante não vence as disputas de bola na área, e quando as vence, vence com a malandragem que em nada me agrada.

O resultado mais justo seria o empate. Mais do que o pênalti, foi nítida a sensação que o juiz era nosso desde o começo do jogo.

A esperança é que esse time pode evoluir nos próximos dois jogos que devem ser mais fáceis. Se haviam fantasmas em relação as falhas conhecidas e temidas dessa seleção, elas foram todas expostas hoje. Agora é trabalhar para corrigir essas falhas que podem custar a nossa classificação em fases mais agudas da competição.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Novidades

Utilizando a Copa como meio e as férias da UFRN, resolvi atualizar diariamente (se possível) este Blog de ideias e pensamentos defasados. 

"Exercitando o futuro". Esse é o ideal proposto para esse período.
Panfletagem: uma mídia silenciosa

Acompanhamos um dia na rotina dos panfleteiros em Natal.



Diariamente, nas ruas, avenidas, em semáforos ou em nossas casas, eles estão lá distribuindo panfletos e encartes de grandes lojas, redes de supermercados e outros. Um ritual simples e silencioso, que passa despercebido pela maioria das pessoas. Trata-se do panfleteiro, função reconhecida pelo Ministério do Trabalho, porém, marginalizada. Ganhos por produtividade e poucos requisitos para preenchimento das vagas são características da função.

Em Natal, nove empresas atuam no segmento. O tipo de panfletagem varia de acordo com o desejo do cliente, sendo as mais comuns feitas em semáforos e a residencial (porta-a-porta).  O regime de trabalho é por hora, com o ganho em função do tempo de serviço diário, mas também se pode receber em função da quantidade entregue ou da área percorrida (residencial). O dia de serviço em média rende em torno de R$ 20,00, mas como não são diários, por vezes até incertos, os ganhos raramente chegam ao salário mínimo. Por isso mesmo é maior o número de mulheres, em sua maioria donas de casa, que fazem dessa atividade uma renda extra para a família.

Acompanhamos um dia de trabalho na empresa Medien Service, especializada na distribuição em residências. A partir das 7h a equipe de trabalho começa a chegar. Não se sabe ao certo quantos panfleteiros virão, mas às 8h a Kombi é abastecida de material e começa a jornada. No aguardo dos demais panfleteiros está Ivanildo Fernandes da Silva, 31 anos. Ele é homossexual e atende pelo nome de “Shirley”. Sobre como começou a ser panfleteiro, Ivanildo fala em ilusão e sobre o desejo de abandonar o serviço. “Fui convidado, na verdade, iludido. Quero sair. São cinco anos nesse trabalho. Antes vendia salgados no Serrambi”. Ouvindo o desabafo de Ivanildo, outra panfleteira de nome Francisca das Chagas Silva Santos, 50 anos, retruca defendendo o serviço. “Acho bom. Tá devagar, mas ganho bem e tenho folga para cuidar das minhas coisas. Antes eu trabalhava em casa de família”, lembra. É o mesmo pensamento de outra panfleteira, Maria José de Farias, 39 anos. “Eu gosto! É melhor do que ficar em casa sem fazer nada”.

A tarefa do dia não era nada simples: 40 mil panfletos para serem distribuídos em Nova Parnamirim, Ponta Negra, Capim Macio, Neópolis, Candelária, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Barro Vermelho e Alecrim. O serviço será feito em forma de arrastão, com os panfleteiros descendo da Kombi em duplas para panfletar nas ruas escolhidas. Nada de novo na rotina deles, que acabam transformando o trajeto até o ponto inicial numa grande brincadeira com piadas e palavrões. Esse ambiente de trabalho é resumido pela panfleteira Liliane Dias da Silva, 28 anos, da seguinte maneira: “Tem hora que rola um stress, mas me divirto. Se o trabalho não for descontraído, ninguém aguenta”.

É consenso entre os panfleteiros que o maior inimigo desse tipo de trabalho é o sol. As empresas do setor foram notificadas pelo Ministério Público para o uso de alguns itens básicos para o trabalho como bonés, protetores de braço e protetor solar. Apesar de simples, nem todas as empresas conseguem manter 100% de sua equipe fardada adequadamente, como explica Adriano Rocha Neto, 30 anos, diretor da Maxmidia. “Como o fluxo de entrada e saída de panfleteiros é grande, nem sempre se consegue recuperar a farda de um panfleteiro que abandona o serviço. Assim, é comum os novatos ficarem com o fardamento pendente”.

“O serviço é bom, só não paga bem”

Após uma pausa para almoço no Restaurante Popular do Centro Administrativo do Estado, conhecido como Barriga Cheia, o trabalho retorna já no bairro da Candelária. O sol forte da hora do almoço já não incomoda tanto quem trabalha há mais de dez anos panfletando. Experiente, Francisco Canindé da Silva Filho, 29 anos, cita a baixa remuneração como o maior problema. “É bom panfletar, mas não faz dinheiro. O serviço é bom, só não paga bem”.  A remuneração baixa é resultado de uma atividade incerta. No caso dos panfleteiros da Medien Service, só há trabalho, no máximo, em três dias da semana. Para alguns é o que basta, até porque não conseguiriam suportar essa rotina diariamente, mas para aqueles que desejam prover o sustento de suas famílias, é insuficiente.

No trabalho de distribuição, o período da tarde passa mais rápido. O sol esfria e o ritmo do trabalho aumenta. O cansaço já se expressa nos rostos suados dos panfleteiros e o silêncio agora impera. Entre uma e outra rua escuto histórias sempre relacionadas ao desprezo que as pessoas têm pela atividade, em especial nos bairros mais nobres. Ivanildo conta sobre o dia em que soltaram os cachorros contra ele em Nova Parnamirim. “As pessoas não gostam quando enchem a caixa de correio delas. Quando virei à esquina, já soltaram os cachorros pra cima de mim”.


A noite chega e o serviço ainda está incompleto. Restam as ruas dos bairros da Zona Leste da cidade. Cria-se logo um pequeno conflito interno entre os que querem terminar o serviço naquela mesma noite e os que querem encerrar e continuar no dia seguinte. Ao final, fica decidido que o serviço restante fica para o dia seguinte. Em diferentes pontos da periferia da cidade o pequeno exército de panfleteiros vai descendo rumo as suas casas. Vão agora descansar e se preparar para mais um dia duro de trabalho dessa mídia silenciosa e importante. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Luto



Ontem (19/09) Natal teve 02 perdas marcantes. Foram queimados dois Ônibus nos protestos deflagrados no início da noite. Em função da repercussão do ocorrido, feita em blogs e no Twitter, sugiro sete dias de luto em homenagem aos 02 veículos queridos, verdadeiros “patrimônios da humanidade”. Quem sabe até prisão perpétua para os responsáveis, até porque onde se viu afrontar a Seturn.

Aliás, sugiro um ato público no propósito de pedir perdão a Seturn e todos os donos de veículos que chegaram atrasados em casa ou nos seus compromissos nos Shoppings e restaurantes chiques da Roberto Freire.

Afinal, o que os estudantes pensam que são? Aqui em Natal, só quem pode interditar vias de grande fluxo por mais de 4h e por quatro dias seguidos é a DESTAQUE! Ora bolas.

Ironias a parte, sou contra a violência, mas focar a discussão somente nos atos de vandalismo é tudo que os Empresários desejam.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Composições (1)

Esse fica sendo uma espécie de quadro ou momento onde eu vou deixar as minhas, cada vez mais escassas, composições.


Viver

Há muito tempo, tudo começou
Era preciso vontade de crescer
Era preciso ter muita coragem
Muita fé em Cristo, vontade de vencer...

Refrão:
É preciso viver (3x)
Tudo errado... é preciso viver!!

Segue o tempo então...coragem
Os dias passam naquela cidade
Hoje (2x) saudade...
Tudo é normal (2x), só é preciso entender

Que é preciso viver (3x)
Tudo errado... é preciso viver!!

(Eduardo Teixeira)